segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
Sobre fugas e ossos quebrados
A felicidade bateu a minha porta. Eu sei que por trás do olho mágico alguma coisa estava reservada para mim. Mas como um ser que tem medo de dirigir, trocar cartucho de impressora e ligar forno de fogão quando o botão é automático, eu não abri a porta.
Senti que ainda não era a hora (nem sei se “a hora” é algo que realmente exista), mas tive medo. Tive medo de sair da zona de conforto. Tive medo da cor das minhas meias não estarem combinando com a cor dos meus sapatos e, pra variar, preferi não arriscar. Tive medo de começar a conversar e, na terceira frase, citar autores que a felicidade não conhece e ela fugir de mim como as palavras que procuro todos os dias no dicionário.
Aos poucos sinto que não nasci para a felicidade plena. Sinto, ainda, que ela custa muito. Talvez algo que eu não consiga oferecer. Já tenho muitos ossos fora do lugar, neurônios consumidos por diversos motivos, órgãos que foram se deteriorando pelo consumo excessivo de álcool e lanches fastfood. Acho que a felicidade que bateu na minha porta merece algo melhor.
Percebo, ainda, que a felicidade é algo que pede celular, endereço, tenta trocar email, saber o perfil do Orkut. Sinto que a felicidade busca tudo o que mais abomino: intimidade em excesso. Mais uma vez preferi a fuga.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
E se...
Eu sou um cara muito ruim para interpretar sinais. Eles me são dados a todo momento, jogados na minha cara, aparecem de todos os modos e jeitos, mas eu insisto em não querer ver. Pareço ter um dom para para "fazer de conta que tudo está bem", que "a vida é assim e todo mundo erra". Sou um fracasso! Acho que nem merecia ainda viver diante da minha incapacidade para resolver pequenos problemas. O mundo não foi feito pra gente como eu.
Sinto que tenho coisas para resolver há, no mínimo, uns quatro anos. Talvez tudo poderia ser melhor se a todo tempo não ficasse pensando: "e se..." São apenas três letras que possuem o peso de um piano usado pela Orquestra Sinfônica de Estrasburgo. "E se eu me arrepender". "E se não for mesmo o que estou pensando". "E se a mudança não for boa". "E se eu esquecer de pagar a conta de luz, pedir água mineral, deixar todas as luzes da casa acesa por três ou quatro dias".
E se...
Mais uma vez chegou dezembro. Na minha vida nada mudou. Todos questionamentos feitos agora, foram feitos também nos dezembros de 2007, 2008, 2009 e 2010. E se...quando 2011 chegar tudo for diferente?
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Como pode alguém sonhar com o que é impossível saber
Depois de uma década de formado, volto a ouvir "los hermanos". Volto a ficar viciado, refletindo sobre às perguntas que me eram feitas naquele momento da minha vida onde eu só queria sonhar. Nos fios que puxei, nas redes que teci, nos caminhos que trilhei ao caminhar, tinha esquecido dos barbudos.
Tinha esquecido do quanto é bom seguir os caminhos apontados pelo vento. Talvez, na busca de títulos, tenha esquecido do bem que faz lembrar de quem lembra da gente na fila do pão. De repente me bateu saudade. Mas o natal está chegando e, com ele, a hora de voltar pra casa.
Talvez chegue a hora de dizer palavras que ficaram esquecidas na falta de créditos do celular. Talvez faltasse tempo entre um capítulo da tese, uma bronca da orientadora e o mau humor de um aluno em busca do caminho apontado pelo vento.
Mas o esforço pra lembrar é vontade de querer.
Então, vamos esperar dezembro chegar!
Então, vamos esperar dezembro chegar!
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
É FESTA!
Eu sempro acho que não vai dar tempo.
Eu também sempre acredito que sempre pode ser melhor.
Eu poderia ter lido um livro a mais;
Escolhido uma palavra mais bonita para fechar um determinado parágrafo;
Quem sabe tuitado menos;
Orkutado menos;
Mas, apesar de todas as limitações, o primeiro parágrafo da tese ficou pronto.
E, agora, eu não sei se comemoro;
Não sei se corro mais rápido que o tempo e começo o segundo;
Mas sei que cumpri a primeira meta;
E tô feliz pakaralho por isso.
Eu também sempre acredito que sempre pode ser melhor.
Eu poderia ter lido um livro a mais;
Escolhido uma palavra mais bonita para fechar um determinado parágrafo;
Quem sabe tuitado menos;
Orkutado menos;
Mas, apesar de todas as limitações, o primeiro parágrafo da tese ficou pronto.
E, agora, eu não sei se comemoro;
Não sei se corro mais rápido que o tempo e começo o segundo;
Mas sei que cumpri a primeira meta;
E tô feliz pakaralho por isso.
Sobre o calor e o voto secreto
Desisti de fazer escolhas. Durante muito tempo eu desejei o frio como um americano do Sul deseja férias no Caribe. Mas conheci um pouco do frio e não curti muito. Disse pra mim mesmo que queria mais calor. Prometi que quando o calor voltasse eu iria ficar feliz. Afinal de contas, poderia tomar banho sem reclamar do frio. Teria mais motivos pra tomar cerveja. Poderia, quem sabe, achar motivos para trocar os meus óculos de sol que estão gastos. Mas estou conhecendo o calor em sua potência máxima e, pra variar, também não curti.
O calor senegalês que tem feito no Acre nos últimos dias não é uma coisa pra humano. Se tivesse feito um transplante de célula tronco com um habitante do Zimbábue acostumado a conviver com uma temperatura na casa dos 50 graus ai, quem sabe, eu suportaria. Mas não está dando.
Como se não bastasse o calor, ainda tenho que conviver com uma porrada de gente que fica a todo momento perguntando em quem vou votar. Estou me sentido naquela festa que o Big Brother Brasil faz nas noites de sábado e a pergunta é só uma: em quem você vai votar pra sair da casa? Eu sei que a vida é um BBB, mas o voto ainda é secreto e, nesse caso, não votaremos para escolher quem vai sair da casa, mas quem vai entrar, e isso nem sempre é fácil...
sábado, 11 de setembro de 2010
Por mais Menina de Óculos
Acredito que o All you need is Love, lema do seu blog, deveria ser adotado como plataforma de governo por todos os candidatos ao cargo de presidente do país. O Brasil ficaria mais humano e as falsas promessas não fariam mais sentido.
Mas há uma semana ela entrou em recesso. Confesso que esse hiato não faz bem para a minha vida virtual. Fica faltando humor, belas imagens, frases que nos fazem pensar, fica faltando muito. Mas, como um bom menino de óculos que sou, estarei esperando por sua volta.
Assinar:
Postagens (Atom)